Primeira cultivar de Pereira tipo Japonêsa gerada no Brasil

Primeira cultivar de Pereira tipo Japonêsa gerada no Brasil

Frutos planta matriz 2016 02 09 (7)Foto Carolina  e  ensacam 2019 09 19 (7)Carolina Frutos 2019 09 19 (8)2016 02 04 Pera carolina Foto Segundo a FAO, a produção mundial de pera em 2014 atingiu 25,8 milhões de toneladas. Desse total, 77,8% foi produzido na Ásia, respondendo a China, o maior produtor mundial, com 17,96 milhões t (69,6% do total). O segundo maior produtor mundial foi a Argentina, com apenas 0,77 milhões t (3%). Infelizmente, nosso país produziu somente 19.096 t (0,07%). Nos destacamos como o segundo maior importador mundial de pera fresca, apenas atrás da Rússia. Em 2011 importamos cerca de US$ 200 milhões (FOB), referente a 210 mil t. Os dados dos últimos anos indicam que esse panorama deve continuar, já que a produção cresceu pouco: 17,1 mil t em 2007 para 19,1 t em 2014. O que se observa é que na região sudeste do Brasil houve uma redução drástica na produção, enquanto na região sul houve um leve aumento, mesmo considerando que a produção de pera é uma boa alternativa para a diversificação da fruticultura nessas duas regiões.

Tal situação indica forte necessidade de implementação de programas de melhoramento genético estruturados para a obtenção de novas cultivares melhor adaptadas às nossas condições edafoclimáticas e resistentes às principais doenças. Dessa forma, priorizar a cultura da pereira, executar projetos de pesquisa, capacitar a extensão e a assistência técnica e disponibilizar financiamentos de longo prazo e baixo custo são os fatores que importam para deixar de importar.

O programa de melhoramento genético da pereira desenvolvido na Epagri está lançando a ‘SCS421 Carolina’, cujas informações podem ser obtidas em artigo publicado nesta revista. Como destaque, ela produz frutos do tipo japonês, de formato arredondado e mais uniforme que a cv. Housui e com peso médio de 220 g.  Sua casca é fina e dourada quando ensacada, sendo muito sensível à danos mecânicos durante a colheita e o transporte. A polpa é crocante, extremamente suculenta, doce e levemente aromática quando colhida madura, na primeira dezena de fevereiro, na região de Caçador, SC. É uma excelente opção de consumo, tanto in natura como em saladas de frutas, principalmente durante o verão e se consumida gelada e sem casca.

 

Ivan Dagoberto Faoro, Eng. Agr. D.Sc.

Epagri/Estação Experimental de Caçador, faoro@epagri.sc.gov.br

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