RJ: DIAGNÓSTICO DA EMATER-RIO IDENTIFICA PRINCIPAIS ENTRAVES PARA A PRODUÇÃO DE COCO NO ESTADO

RJ: DIAGNÓSTICO DA EMATER-RIO IDENTIFICA PRINCIPAIS ENTRAVES PARA A PRODUÇÃO DE COCO NO ESTADO

Levantamento com produtores faz parte de projeto para revitalizar a cultura da fruta com a integração dos elos da cadeia produtiva

Rio de Janeiro/RJ

Diagnóstico apontando os principais fatores limitantes para a cultura de coco no estado acaba de ser divulgado pela Emater-Rio, empresa de extensão rural vinculada à secretaria estadual de Agricultura, e servirá de base para a tomada de decisões e fomento de políticas públicas para revitalizar a produção da fruta no território fluminense.

Maior mercado consumidor de água de coco no país, o Rio de Janeiro, que chegou a produzir 56 milhões de frutos em 2009, hoje produz em torno de 21,5 milhões, contabilizando uma queda de 62% nos últimos nove anos e abrindo espaço para a entrada de coco de outros estados, especialmente de Alagoas, Bahia e Espírito Santo, para abastecer as agroindústrias envasadoras e os mercados varejista e atacadista.

Nos últimos seis meses, técnicos dos escritórios da Emater-Rio nas Regiões das Baixadas Litorâneas, Metropolitana e Norte, que reúne principais polos de produção fluminense de coco, coletaram informações em visitas a propriedades e entrevistas com 150 produtores, abrangendo uma área de 1.525 hectares ocupados com coqueirais.

A análise dos dados revelou, entre várias outras questões, que 76% dos produtores não fazem análise de solo. O ácaro é a principal praga em 81% dos coqueirais, reduzindo a produtividade e a qualidade do fruto. Doenças foliares, responsáveis pela baixa produtividade, foram identificadas em 76% do universo pesquisado.
A falta de irrigação também foi apontada no documento como fator limitante para a cultura em 72% das propriedades visitadas e, entre os que irrigam, apenas 49% deles fazem com o manejo adequado no uso da água.

– A ideia inicial é nivelar as informações técnicas entre os extensionistas que atuam nos polos de produção para serem multiplicadores das práticas e manejo capazes de solucionar os problemas identificados – explicou o engenheiro agrônomo da Emater-Rio e especialista na cultura de coco, João Batista Pereira.

O diagnóstico também apurou o valor médio estadual de R$ 1,04 pago aos produtores pelo fruto no verão. Já nos meses de inverno, essa remuneração fica em torno de R$ 0,78. No Estado do Rio de Janeiro, 58% da produção de cocos está concentrada nos meses de dezembro a março.

Com relação à comercialização, os dados mostraram que a grande maioria dessa produção não passa pelo mercado atacadista e nem pelas quatro agroindústrias envasadoras de água de coco no estado, é toda comercializada para os varejistas.

Os resultados do diagnóstico também vão direcionar ações relacionadas à comercialização e melhor remuneração para o produto. Arranjos produtivos regionais, envolvendo as estrutruras da secretaria estadual de Agricultura e suas vinculadas, Emater-Rio e Pesagro-Rio, Sebrae, Ministério da Agricultura e secretarias de Agricultura dos principais municípios produtores, estão sendo trabalhados com a participação das unidades envasadoras de água de coco.

– A proposta é facilitar a integração com essas agroindústrias para a aquisição direta da produção local, com garantia de preço mínimo ao produtor – frisou João Batista Pereira.

A utilização de linhas de crédito rural junto ao Banco do Brasil para investimento, custeio e recuperação de coqueirais também está sendo trabalhada no projeto de revitalização da cultura do coco no estado.

De acordo com o Diretor Técnico da Emater-Rio e coordenador do projeto, Ricardo Mansur, já foi apresentada ao Banco do Brasil a recomendação técnica para a recuperação de coqueirais com viabilidade técnica e econômica, principal prioridade, nesta etapa, para a revitalização e desenvolvimento da cultura no território fluminense.

A produção de coco no estado está concentrada, principalmente, nos municípios de Quissamã, Saquarema, Rio de Janeiro, Itaguaí, São João da Barra, Araruama, Seropédica e Japeri.

 

Foto: Divulgação / Governo do RJ

Fonte: Governo do Rio de Janeiro

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