RS: EMBRAPA E EMATER/RS TROCAM EXPERIÊNCIAS SOBRE CULTIVO DE BANANA NO ESTADO

RS: EMBRAPA E EMATER/RS TROCAM EXPERIÊNCIAS SOBRE CULTIVO DE BANANA NO ESTADO

Itati, Morrinhos do Sul e Dom Pedro de Alcântara/R

O pesquisador Edson Perito Amorim e o analista Herminio Rocha, da Embrapa Mandioca e Fruticultura de Cruz das Almas, da Bahia, percorreram cinco propriedades de Itati, Morrinhos do Sul e Dom Pedro de Alcântara nesta semana e trocaram experiências com os extensionistas da Emater/RS-Ascar e agricultores.
As visitas foram realizadas no intuito de analisar como está a situação dos pomares de banana no Estado, para aprimorar os conhecimentos técnicos em fitopatologia, avaliar como as variedades lançadas pela Embrapa se comportam frente às condições de solo e clima nas propriedades rurais e ainda como cultivares que estão sendo testadas pela instituição de pesquisa se comportam em uma unidade de observação instalada em Morrinhos do Sul.

Nesta segunda-feira (23) as visitas aos bananais ocorreram em Itati, Dom Pedro de Alcântara e Morrinhos do Sul, para que os pesquisadores e extensionistas pudessem observar as variedades e para que os bananicultores apresentassem os manejos adotados e como as plantas se comportam. Além disto, a oportunidade serviu para analisar na prática aspectos relacionados à fitopatologia, como a murcha de fusarium e as sigatokas negra e amarela.

Já na terça-feira (24) ocorreu um treinamento voltado aos extensionistas da Emater/RS-Ascar, quando foram abordados o monitoramento e análise de controle das sigatokas e o anúncio da doença chamada de Raça 4 Tropical de Fusarium, ainda não existente no Brasil, mas que, no mês passado, foi identificada em plantações da Colômbia. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn, este foi um importante momento para que os extensionistas ficassem informados também sobre o Plano Nacional de Prevenção e de Contingência da doença, caso ela venha a ocorrer, a ser divulgado aos agricultores. A cadeia produtiva deve estar preparada para este risco, no sentido de reduzir impactos socioeconômicos que podem causar, ressalta o agrônomo.

Os cientistas da Embrapa estão alertando que é uma questão de tempo para a chegada do fungo às Américas e já estão se preparando para fazer frente a essa ameaça. Repassamos informações aos técnicos para que fiquem de olho na região e reportem à Embrapa e aos órgãos competentes qualquer sinal da Raça 4. Essa é uma de nossas estratégias, passar os conhecimentos associados com as práticas de manejo para evitar uma possível entrada ou mesmo dispersão dessa nova doença, destacou Amorim.

O pesquisador ressalta ainda que trabalho semelhante vem sendo feito em outras regiões do Brasil, pela Embrapa, para repassar os cuidados que se deve ter para evitar o ingresso da Raça 4 Tropical de Fusarium no país, com maior foco nos principais polos de produção, que inclui o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros estados.

Bohn observa que a partir deste treinamento a rede de extensionistas da Emater/RS-Ascar irá projetar ações de monitoramento e contínua avaliação para tratamentos de doenças para as sigatokas, além de informar os agricultores do Plano Nacional de Quarentena e Contingenciamento.

Fonte: Emater/RS

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