VÍRUS OGM PODE “SALVAR” LARANJA DOS EUA

VÍRUS OGM PODE “SALVAR” LARANJA DOS EUA

“Isso pode ser feito com novas árvores quando elas estão em viveiros”

 

Uma nova abordagem tecnológica e geneticamente modificada para lidar com o Greening, ou Hualongbong (HLB) está sendo estudada para tentar “salvar” a produção de citrus dos Estados Unidos, principalmente da Flórida. A solução consiste em adicionar sequências genéticas para os peptídeos antimicrobianos de espinafre ao RNA do vírus, e depois fazer com que o vírus infecte laranjeiras.

“Isso pode ser feito com novas árvores quando elas estão em viveiros, mas também pode ser possível ‘enxertar’ o vírus em pelo menos as árvores mais jovens que já estão nos pomares comerciais. Neste caso, que o novo ramo pequeno não precisa assumir, ele apenas permite que o vírus + peptídeos se movam para as outras partes das árvores existentes. Em qualquer caso, modificar o vírus é muito mais eficiente do que ter que projetar e propagar separadamente cada uma das variedades populares de citrus na indústria”, afirmou Steve Savage, um cientista e consultor agrícola que já trabalhou na Colorado State University, dos Estados Unidos, e na DuPont.

Um ensaio em pequena escala, realizado durante vários anos, confirma que este tipo de inoculação do vírus pode tornar as árvores resistentes à praga do HLB e permitir a produtividade total. “Como parte desse experimento, árvores sem vírus foram plantadas ao redor desses blocos de teste e, em seguida, foram seguidas para ver se o vírus modificado alguma vez se moveu para elas (o vírus pode ser transmitido por pulgões em certas circunstâncias)”, completa.

“Na verdade, o vírus não se moveu, embora, mesmo se o fizesse, não seria um grande problema. Além disso, ao longo do tempo, o vírus modificado perde os genes dos peptídeos de espinafre, o que é outra barreira a qualquer tipo de disseminação indesejada. Também está claro que o vírus não tem nenhum efeito ruim em outras culturas ou plantas silvestres, já que o vírus é muito difundido há décadas sem causar problemas em outras espécies”, conclui.

 

Por: AGROLINK -Leonardo Gottems

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